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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Educação x Punição

Olá, caros
Com certeza um dos temas mais debatidos na disciplina até agora, foi a "Punição", então achei  um resumo de um artigo bem interessante sobre.
Punição
Um dos temas mais polêmicos em educação é o da punição. Skinner define a punição como:
- apresentação de um estímulo aversivo frente a um comportamento indesejável. Por exemplo,
bater na mão da criança quando mexe em algo que não deveria mexer.
- retirada de um reforço positivo frente a um comportamento indesejável. Por exemplo, tirar o
recreio do aluno se ele estiver fazendo bagunça em sala de aula.
Skinner aponta três efeitos da punição segundo a ótica do condicionamento operante.
a) A punição inibe apenas temporariamente o comportamento punido. Quando a mãe bate na
mão da criança por mexer onde não devia, a criança deixa de mexer por alguns momentos, mas
nada garante que ela não voltará a fazê-lo.
b) O efeito inibitório da punição tende a se estender a outros comportamentos que ocorreram
próximos ao ato punido ou a ele vinculados. Se uma criança foi punida por mexer em um
determinado objeto, pode sentir-se inibida em mexer em outros objetos que poderiam ser
interessantes para ela. Quando o professor repreende um aluno que conversa durante a aula,
pode estar inibindo o aluno a falar em outras ocasiões que esse comportamento poderia ser
desejável.
c) A punição exerce um efeito inibitório apenas quando a contingência de punição ou o agente
punidor esteja próximo. Se numa família é o pai que castiga a criança voltará a desobedecer na
ausência do pai. Se na escola um dos professore é muito punitivo, no momento em que ele está
presente os alunos se comportam adequadamente, mas logo que entra outro professor menos
punitivo, a tendência é a turma extravasar.

(RIES, Bruno Edgar. Condicionamento operante ou instrumental: B.F. Skinner. IN: LA ROSA, Jorge
(org.) Psicologia e educação: o significado do aprender. Porto Alegre: Edipucrs, 2001. 57p.‐70p.)

Dica: entrem nesse link, é um arquivo pdf, muito interessante da revista Nova escola, sobre Skinner e a educação:
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-praxis-pedagogicas/GRANDES%20MESTRES/skinner.pdf


Saudações,
                     Camila Oliveira

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Escola que temos e a escola que Queremos ter


Lá vai José

Sentados! Calados! Não pensem! Não pensem!! Não pensem!!! Lá vai José, criança pequena, astuta, corajosa. O menino era um trabalhador, da zona rural. Acordava todos os dias às quatro horas da manhã, com seu punhal já enferrujado, para amparar o seu pai nos serviços de “homem”. O maior prazer de José não estava no suor cansado das manhãs, mas a sua face erguia sorrisos quando ele colocava o caderninho surrado e o lápis enlaçados com cadarço em baixo do braço.
José chegava todo empolgado nas aulas da “tia” Wilma, por sinal a única professora da única escola do município. Na sala com pouco mais de 50 alunos, Wilma improvisava material, improvisava quadro, improvisava aula, improvisava cópias, improvisava o “B a Bá”, improvisava até ser professora. Ela chegava sempre exausta, sem vida, parecia que seu grande problema era estar ali.
Nada consternava José, nem mesmo Wilma. Ele sonhava em escrever seu nome e não sossegaria enquanto não o fizesse.
Sentados! Calados! Não pensem! Não pensem!! Não pensem!!!
A professora sabia atuar muito bem, quando um sujeito, “à serviço” da “boa” educação ia fiscalizar a escola. Todavia, nos outros dias, tudo o que ela fazia era exigir que as crianças ficassem quietas, obrigando-as a escutar seus “quaisquer coisas” diários.
José, sentadinho ficava imaginando o dia em que ele chegaria a sua escola e lá teriam cadeiras e ventiladores novinhos, e sua merenda de todos os dias saciaria a fome de um cidadão arrebentado pela injustiça. O que ele queria mesmo era uma professora que refletisse sua realidade que morava logo ali... E o fizesse pensar “os porquês”, além de um mesquinho 2+2.
José queria brincar, queria Gritar! Queria querer!
Por Camila Oliveira